segunda-feira, 20 de julho de 2009

Chegada

Amanhã, dia 21, na chegada dos peregrinos a Santiago, lá estará o transporte para os trazer de volta!

Só espero que não o transformem em aguadeiro!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Movimento de viagem

Seguem-se os alinhamentos de casas, como peças de dominó a derrubar com um só movimento. Peças minúsculas na mesa desbotada da paisagem. Cruzam-se imagens de altares de talha dourada e santos de madeira, reverentes e sempre iguais. Impressões visuais e auditivas de um movimento de viagem no regresso ao quotidiano mais familiar. Quem separa campos colherá tempestades?

Pedro Cazanova com Selfish Love...

Foleiro?! Talvez, mas diverte e ouve-se por aí, especialmente na praia!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Regresso saudado

Saudações pelo regresso de A Origem das Espécies, do Francisco José Viegas!

Peregrinos em viagem





Depois de mais duas etapas, ao que parece com algumas peripécias, os dois peregrinos chegaram ontem a Burgos, já no Caminho Francês de Santiago. Nas imagens acima pode ver-se a entrada, o interior, a saída e o caminho após o excelso túnel de San Adrian, por onde passaram...

Este túnel é um ponto de passagem marcante na rota basca do Caminho de Santiago e consiste numa caverna natural, localizada a mais de mil metros de altitude. A caverna foi sendo cavada na rocha, ao longo dos séculos, pela erosão das águas e tem aberturas viradas a norte e a sul. À direita, no interior da caverna, localiza-se um pequeno eremitério, o Sancti Spiritus, que se julga ter pertencido aos Templários.

Estou certo que não devem ter faltado abraços entre peregrinos e também às pedras!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Jesusalém

Ainda que não soubessem, e agora fiquem a saber, o Mia Couto é dos meus autores favoritos, de sempre. Não poderia, portanto, deixar passar a oportunidade de divulgar o lançamento, que está em curso, do seu novíssimo Jesusalém.
Terão é de prestar atenção ao momento de lançamento, com sessão de autógrafos, que aconteça mais perto de vós.


No momento

Sons de calma e fuga
Para a vida boa de quem não a busca.
Cegonhas que esvoaçam sobre arrozais bem arrumados,
Tabuleiros de xadrez compridos e alagados.
Cercas e mais cercas.
Um povo que se rodeia de cercas,
Para marcar territórios inconsequentes!


"Mad World", ainda dos Tears for Fears.

Vive o momento!

Vivo o momento, sem marcação, à velocidade máxima.
Como se sentir tudo fosse superior à luz do pensamento.
O M do patrocinador olímpico tapa-me a visão do horizonte
Próximo.
Renques castanhos de acácias em contra-luz.
Campos imensos separados por cercas irrisórias.
O amanhã teve sempre de ser separado hoje!

Tears for Fears em "Everybody Wants to Rule the World"

domingo, 12 de julho de 2009

3 em 1 - "à La Twitter"

Do Miguel e Brandão: Às 7:15, início de nova aventura, a partir de Irun. Chegada a Santiago a 21. Grande abraço!
Da Carolina: Recital bonito... Tem jeito a rapariga!
Dos Deolinda: Belas histórias, bem cantadas.

Para todos: Fado Toninho.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Impressões...

Já vos disse que os Mundo Cão foram uma bela surpresa ao vivo? Letras fantásticas e um som de arrasar, ainda que pense que ganhavam imenso em deixar ouvir mais e melhor a excelente voz do Pedro Laginha...
E que as Três Marias valem mesmo a pena ser ouvidas e dançadas?
Quanto à Kaki King... pois, pois! As palavras são pouco para as sensações contraditórias que desperta. O virtuosismo das suas mãos nas guitarras é extraordinário e o som é fabuloso. Só é pena - do mesmo modo que também acontece com o "grande" Van Morrisson ao vivo - que a sua empatia com o público, a partir do palco, seja tão diminuta. Vá lá que compensa no pós-espectáculo!

Tempo de correr

Tempo de correr em contraciclo de novo. O Sol vai-se nas encostas a poente. Trabalhos de homens e máquinas móveis na paisagem. Pequenas saídas amarelas de água, parecem membros de velhos incontinentes, protuberantes na textura do cimento enrugado.
Ruínas de casas gastas, num tempo despido de virtudes, em que as vidas se faziam fora das quatro paredes.
Sol nos olhos. Verde rouxinol. As vozes rodopiam em redor, sem nada para me dizer. Não voam atrás de mim. Afasto-as.
O tempo já passou.