Desprezas o sol, deixando que os dias passem incólumes.
Das marcas que podias gravar, não fica senão uma intenção ténue e vã.
Não te vás... Não digas, como os Sunbears, "It's Too Late"!
Perdura para lá da memória
lança o perfume que me atrai
captura-me doido na tua rede
faz de mim o teu escravo submisso.
Num momento zen - ou zero Absolut - nasceu, sem intenções marcadas e definitivas... Que os seus interesses despertem sensações duradouras!
terça-feira, 17 de março de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
RV & RS no PH
Mais uma grande noite em que vão cruzar discos, aí está a famosa dupla de DJs, agora com o nome artístico RV & RS, no sábado, 14 de Março, a partir das 22 horas, no PH, antiga Vareirinha, em Ovar.
É preciso levar uns amigos, até porque a cerveja é a metade do preço e a música deverá ser da boa... M'bora curtir!
quinta-feira, 12 de março de 2009
Parabéns à Rádio Comercial!
Parabéns a vocês... todos, aí, na Rádio Comercial.
E parabéns a nós... todos, aqui, em todo o Portugal que vos ouve.
Uma sincera e profunda mensagem de agradecimento e reconhecimento pelo vosso trabalho - duro, muito duro! - em que animam as nossas manhãs, tardes, fins de tarde, noites, dias de semana e de fim-de-semana, dias de trabalho e de férias, dias bons, maus e assim-assim...
Beijos - respeitosos, mas repenicados! - para as meninas
Abraços - calorosos, mas de homem! - aos rapagões desta que já é a nossa RÁDIO COMERCIAL
Parabéns pelos seriamente divertidos 30 anos!
E parabéns a nós... todos, aqui, em todo o Portugal que vos ouve.
Uma sincera e profunda mensagem de agradecimento e reconhecimento pelo vosso trabalho - duro, muito duro! - em que animam as nossas manhãs, tardes, fins de tarde, noites, dias de semana e de fim-de-semana, dias de trabalho e de férias, dias bons, maus e assim-assim...
Beijos - respeitosos, mas repenicados! - para as meninas
Abraços - calorosos, mas de homem! - aos rapagões desta que já é a nossa RÁDIO COMERCIAL
Parabéns pelos seriamente divertidos 30 anos!
quarta-feira, 11 de março de 2009
Pequena crónica de uma insolvência anunciada
Confirmou-se, infelizmente, o cenário mais negro para a Campo das Letras.
Seguramente que os mais penalizados serão todos os colaboradores (esse eufemismo pós-moderno para trabalhadores), mas é provável que o Jorge Araújo se sinta o mais desmoralizado, no mínimo!
Já anteriormente se lamentou aqui o facto, mas não deixo de reafirmar a minha solidariedade e o desejo de que tudo possa correr pelo melhor na vida de todos os envolvidos.
Uma editora que tem 1407 títulos no seu catálogo e três milhões de livros produzidos, representando 536 autores portugueses - alguns contemporâneos ilustres como Gonçalo M. Tavares, Manuel Jorge Marmelo, Altino do Tojal, etc. (espero que todos os outros me perdoem não os referir!) - e 318 estrangeiros - entre os quais os prémios Nobel Elias Canetti ou Pablo Neruda - não deveria desaparecer assim. Mas todos os esforços terão sido em vão, como é habitual neste nosso diminuto panorama cultural.
Se a Campo das Letras fosse uma instituição bancária, certamente que haveria um qualquer político apressado a defender a sua importância para a soberania e para a manutenção do sistema (editorial) nacional, promovendo apoios e patrocinando intervenções de toda a ordem... Como não é, mais vale deixar que seja submetida às leis deste mercado erudito!
terça-feira, 10 de março de 2009
Velosos
Depois da protuberância do bigode do pai, surgem agora exuberantes os cabelos do filho. Veloso pai era discreto e eficaz, com excepção daquele penalti falhado na final da Taça dos Campeões... Veloso filho ainda não mostrou do que será capaz a jogar futebol, mas já dá nas vistas pelos cabelos revoltos e magnificamente surpreendentes, e pelas atitudes que põem em pé os cabelos dos dirigentes do SCP.
Veloso pai, quase agente sindical de Veloso filho, bem gostaria que o rapaz fosse reconhecido pelos pormenores futebolísticos. Quem sabe um dia Veloso filho conseguirá ganhar mais do que um troféu oferecido por uma marca de gel ou champô...
Veloso pai, quase agente sindical de Veloso filho, bem gostaria que o rapaz fosse reconhecido pelos pormenores futebolísticos. Quem sabe um dia Veloso filho conseguirá ganhar mais do que um troféu oferecido por uma marca de gel ou champô...
segunda-feira, 9 de março de 2009
Ainda os Magalhães
Se calhar já não vou a tempo de comentar a polémica com os Magalhães. Mas vou ainda a tempo de perguntar como é que se ficou a saber o sexo, a localização geográfica e a escolaridade do alegado "tradutor". Pois é... É terrível! Além de se ter sabido que é um indivíduo do sexo masculino e que vive em França, ficámos também a saber que tem apenas a quarta classe, o pobre senhor!
E como é que isso o desqualifica? Sim, porque ter a quarta classe em França é menos do que... o quê? Do que ser tradutor em Portugal? Bem, ninguém se deu ao trabalho de perguntar ou querer saber efectivamente o que isso pode significar. Aliás, ninguém se questionou por que motivo isso não impediu o homem de fazer o seu trabalho, seguramente cobrar por ele e, pelo caminho, fazer uma série imensa de Professores, Doutores, Engenheiros - e muitos outros daqueles títulos que há uns anitos o Ludgero Marques queria que fossem metidos na gaveta - passar por bem mais patetas do que ele. Sim, até porque foram eles que aprovaram, pagaram e distribuíram os aparelhos que continham o referido programa.
Já agora e só por acaso - e para que fiquem a saber - a qualificação de tradutor concedida pelas instituições de ensino superior não significa que alguém possa dedicar-se a essa profissão no nosso país. De facto, é absolutamente normal encontrar profissionais desta área em Portugal - tal como em muitos outros países - sem qualificações de origem da área dos Estudos de Tradução. Até é muito frequente, também por cá, haver indivíduos sem qualificações de qualquer ordem no desempenho de tais funções.
Sim, porque a Norma Europeia EN15038, de 2006, determinou condições mínimas para o exercício da função, mas não só a Norma ainda não é aplicada na sua totalidade (especialmente em Portugal), como as condições da sua aplicação na área da tradução técnica implicam que os tradutores (e as empresas que os contratam) apenas têm de cumprir pelo menos um de três requisitos: formação de nível superior em Estudos de Tradução (qualificação reconhecida); qualificação equivalente numa outra área de especialização, mas com um mínimo de dois anos de experiência documentada em tradução; ou pelo menos cinco anos de experiência profissional documentada em tradução! Ah, pois é... Se calhar o senhor em causa está incluído nesta categoria.
Mas estes comentários vêm apenas a propósito das informações que se ficaram imediatamente a conhecer sobre a vida do dito cujo indivíduo, procurando desvalorizá-lo e cobrir de ridículo. Contudo, em momento algum, houve quem se dedicasse a tentar saber se o dono da empresa que faz a montagem dos Magalhães, os iluminados que aprovaram a instalação daquele programa (será que eles sabiam quais eram os programas instalados?), ou os homens do Marketing que deram a conhecer os aparelhos (Primeiro-Ministro incluído... pois obviamente é um homem do Marketing!) eram ou não letrados. Ninguém quis saber se teriam, ou não, mais do que o 9º Ano de escolaridade obrigatório em Portugal.
Foi muito mais fácil. Ali estava um bode expiatório, tão à mão de acusar... Ainda por cima não tinha diploma nenhum - nem sequer de uma escola domingueira - que demonstrasse a sua (in)competência. Olhemos bem para tudo isto e vejamos com atenção o que tão sobriamente - com aquele tom de voz que sempre nos faz calar e ouvir em silêncio - diz António Barreto na revista Ler: "O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal".
O rei vai nu, senhores...
quinta-feira, 5 de março de 2009
Chicos-espertos
Há neste país uma tal proliferação de chicos-espertos que mais parece terem-se dedicado as nossas mães a procriar uma nova raça de portugueses. E os actuais tempos de crise tiraram toda a gente do sério. Não há mais lugar a desculpas esfarrapadas. Agora vale mesmo tudo.
Cada novo chico-esperto, recém-formado pela situação desfavorecida em que diz estar, logo descobre uma forma de sacar umas miudezas ao parceiro do lado mais incauto, com recurso a artimanhas que nem ao Demo lembrariam...
São campanhas de beneficência social, com cartões e panfletos elaborados numa fotocopiadora manhosa, que muitas vezes num relance passam por verdadeiros.
São peditórios nas filas de automóveis, com coletes que até são mesmo iguais aos dos necessitados Bombeiros Voluntários da terrinha, ou de uma qualquer Associação local.
São pedidos à porta para uma família desabrigada e muito pobrezinha, que ainda ontem acumulava automóveis, telemóveis, aparelhos e gadgets vários.
São empresários de sucesso até há uns dias, mas que agora apenas podem passear os desgraçadinhos dos BMWs e Mercedes, depois de os operários terem sido "libertados" para umas férias prolongadas à porta dos centros de emprego.
São promessas falhadas de governantes e autarcas sobre obras megalómanas, que mal saem do papel já todos sabem que apenas serão concluídas quando muitos dos envolvidos e associados meterem as respectivas comissões ao bolso.
Deixo que lembrem e completem esta lista com outros exemplos. Quem sabe muito mais artimanhosos!
Mas caso encontrem por aí um destes chicos-espertos, não se esqueçam de precatar a carteira e o espírito samaritano. Não vá depois sentirem-se ainda mais miseráveis do que antes de os terem conhecido.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Edição de Livros e...
Fundamental para se compreender o actual mundo da edição, promovido pelo blogue Blogtailors, e vendido por Booktailors, A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, do absolutamente essencial e incontornável nesta área José Afonso Furtado.
terça-feira, 3 de março de 2009
Sei o que dizes
Sei que o que dizes é verdadeiro. Mas só para ti. É a tua verdade. Que te satisfaz e contenta. Não esqueças que os outros também pensam. Tens de conceder espaço a outras interpretações. Não pode ser só a tua vontade a valer e vencer!
domingo, 1 de março de 2009
Domingo de preguiça
Chegamos ao dia ansiado, mais desejado da semana, para preguiçar.
Aquele em que supostamente não fazemos nada, mesmo nada de nada.
Deitámo-nos tarde na madrugada.
Dormimos até tarde na manhã.
Damo-nos conta que a tarde já vai tardia quando a iniciamos.
E de repente, já é tarde na noite.
Amanhã recomeça a malfadada semana!
Ah, preguiça de Domingo que nos enganas e escondes num bolso esburacado este dia.
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